2009 e junto com ele, uma expectativa do caralho de que as coisas iam ser ainda melhores ! E é isso que me fode, esperar… esperar o que pra mim é tão óbvio e o que pros outros nem existe…

Me sinto sozinha…e detesto me sentir assim ! Ficar em casa em pleno sábado a noite mostrou ser a m-o-r-t-e!Sinto falta de pessoas que passaram, de pessoas que ainda estão, de pessoas que ainda nem conheci.. Detesto a rotina, aliás… detesto algumas rotinas…outras, faço questão que existam…. sou adaptável mas emburro com as mudanças, não quero que ninguém olhe o que estou vestindo mas me importo com a opinião dos outros, me sinto independente mas adoro um colo, sou agressiva mas posso ser a mais carinhosa, sou a mais animada e a mais triste; afinal, quem estabeleceu que tem que ser feliz todos os dias?

Sou a mais pura contradição, o que existe de mais conflituoso, de mais mistério.. sou tão misteriosa que não me entendo…um labirinto ! Quero tudo o que a vida pode e não pode me oferecer.. sinto a angústia de querer tudo agora já, pra ontem. Sou forte, sou brava, sou frágil, sou delicada…às vezes acho que posso tudo, outras me sinto a mais impotente das criaturas. Sofro, sofro muito, vivo intensamente cada pequeno acontecimento.. e isso dói.

Não é à toa que me sinto metade Maysa.. meu mundo cai, eu levanto, ele cai de novo e eu to aqui, com a maior cara blase fina. Me levem pro bar, me levem pra uma casa minha, me levem pra garopaba, mas … me levem.. sempre !

Minha outra metade é Clarice… e se eu mesmo tivesse escrito não teria me retratado tão bem:

“Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”



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